01/05/2026 #design #branding #identidade-visual
Como criei a marca da Selva.run, do briefing por IA até a versão final
Meu amigo Túlio Faria me mandou um start de identidade gerado pelo Claude pro SaaS dele e perguntou o que eu achava. Vi potencial, topei lapidar. Esse é o passo a passo do processo, da primeira ideia até a marca final.
Meu amigo Túlio Faria tava desenvolvendo o Selva.run, um SaaS dele, e me mandou umas ideias de identidade visual que ele tinha gerado conversando com o Claude. Queria saber o que eu achava antes de seguir.

Quando olhei, vi que o start era promissor. Tinha direção: a ideia de selva como metáfora de ambiente vivo, denso, mas com um produto que é tecnológico por dentro. O conceito tava lá, faltava a execução. Tinha potencial pra virar uma marca forte, precisava de lapidação. Tipo de problema que eu gosto de resolver, e topei.
:::nota Pra contexto: faço design de marca desde 2002. Não é exagero falar que esse é um dos pilares mais sólidos do meu trabalho. Quando o briefing já tem alma, meu papel é traduzir isso em forma, ritmo, tipografia e cor de um jeito que sustente a marca por anos.
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O processo, etapa por etapa
1. Primeiros rascunhos: explorando formas circulares
Comecei pelo óbvio: testar o conceito em forma circular. Círculo é amigável, contido, lembra ecossistema fechado. Faz sentido pra “selva”.

2. Versão light em fundo claro
Toda marca precisa funcionar em fundo claro e fundo escuro. Aqui foi o teste de respiro da forma circular num cenário mais limpo.

3. Formas retangulares com elementos orgânicos
O círculo tava OK mas faltava personalidade. Parti pra formas retangulares com elementos orgânicos dentro. A ideia era criar contraste entre a estrutura geométrica (tecnologia) e o orgânico (selva).

4. Versão light da abordagem retangular
Mesmo teste de respiro, agora pra ver se a forma retangular sustentava em fundo claro.

5. Folha geométrica, referência indígena, formato de flecha
Aqui o processo deu o salto que eu tava buscando. Comecei a explorar uma folha mais geométrica, depois algo mais indígena, formato de flecha. Aproveitei pra testar tipografias em paralelo, porque a tipo precisa nascer junto da forma, não depois.

6. Marca aplicada e refino tipográfico
Mostrei o avanço pro Tulio e a gente sentiu que tava no direcionamento certo. Faltava só fechar a tipografia. Apliquei a marca em alguns elementos pra testar como ela se comporta no contexto e refinei as opções de fonte.

7. Versão light final e paleta de cores
Última etapa antes de fechar: versão light final e definição da paleta. A marca já tava no eixo, faltavam ajustes de calibragem.

A marca final
Chegamos numa marca orgânica que lembra selva, mas que é tecnológica por construção. As linhas têm fluidez, as proporções respeitam grid, a tipografia equilibra leitura com personalidade. Funciona em mono e colorida, em escala pequena (favicon) e grande (header) ou qualquer aplicação, tem um post no instagram da Toledo Interactive.











O que eu aprendi (de novo) nesse processo
A IA é uma ótima parceira de início. Ela ajuda a destravar, dá direção, materializa um briefing que tava só na cabeça do cliente. Mas ela não fecha. Marca boa nasce do refinamento humano em cima do start, da decisão de descartar 80% das ideias pra perseguir os 20% que têm densidade real.
O que o Claude entregou pro Tulio era promissor. O que entreguei a partir dali foi o que faz uma marca sustentar 10, 20, 30 anos. Tipografia certa, hierarquia certa, espaço negativo certo, liberdade de aplicação é o básico. Isso é experiência, não prompt.
Veja a marca aplicada de verdade
Você consegue ver o resultado final em produção em selva.run. Acredito que ainda vá ter ajustes mas a identidade, cores, conceito já estão aplicados.
Quer bater um papo?
Se você tá tocando um projeto e precisa de uma identidade visual com a mesma profundidade desse processo, me chama. Desenvolvo marcas desde 2002, e cada uma delas passa por um processo parecido com esse: escuta, exploração, refinamento, aplicação real. Me chama no WhatsApp.